sexta-feira, junho 25, 2010

Minha seleção da Copa - Os 11 mais belos

Terminou a primeira fase da Copa do Mundo. Metade das equipes deixam a África do Sul, incluindo a seleção anfitriã. E esta blogueira só tem palpitado sobre a copa pelo twitter (ver link ao lado). Mas eis que chega a hora esperada. Cá estou para falar sobre as minhas impressões sobre a Copa do Mundo...sobre os belos da Copa. Terminada a fase inicial, encerro meu top dos mais bonitos da Copa. Aceito críticas e sugestões,afinal fiz o ranking baseado no meu próprio e, por isso, completamente discutível gosto. Lá vai a nossa seleção dos belos da Copa do Mundo de 2010:

1 – Canavarro (Itália)

O futebol dele não é mais o mesmo de 2006 quando a Itália foi campeã. Mesmo diante da precoce eliminação e da pior campanha da Azzurra em Copas, Canavarro continua lindo.
Juventus ( Itália ) – 1,75m e 78kg

2 – Cristiano Ronaldo – (Portugal)

Ele pode ser marrento e tudo o mais, mas além de estar batendo um bolão dentro de campo fora dele deve estar fazendo o mesmo. O moço é bonito e sabe disso.

Real Madrid ( Espanha) – 1,88m e 75kg

3 – Kaká (Brasil)



O nosso camisa 10 é mesmo 10 no quesito beleza. Mesmo ainda não tendo jogado o futebol que todos conhecemos o rostinho bonito é sempre mais um incentivo para os jogos do Brasil.

Real Madrid (Espanha) – 1,86m e 82kg

4 - Lugano ( Uruguai)


Conhecido das brasileiras do São Paulo, Lugano joga na Turquia e é titularíssimo na seleção do Uruguai. E na minha também, é claro!

Fenerbahçe ( Turquia) – 1,88 m e 84 kg

5 - Gerrard (Inglaterra)

Sua equipe não vem lá jogando tudo isso, mas aqui no Baboseirannas ele está convocadíssimo.
Liverpool ( Inglaterra) – 1,83m e 83 kg

6 - Xabi Alonso ( Espanha)

Felizmente a Espanha não pipocou desta vez e segue na Copa do Mundo. Além do bom futebol demonstrado em campo, La Furia nos premia com alguns belos, entre eles Xabi Alonso e atualmente sua barbinha por fazer. Muchas gracias!

Real Madrid ( Espanha) – 1,83m e 77kg

7 - Lucas Neil ( Austrália)
Um dos poucos rostinhos bonitos que não veremos mais. A Austrália bem que tentou, mas está fora. O jeito vai ser ficar ligada nas notícias do Galatasaray, da Turquia, equipe de Neil.
Galatasaray ( Turquia) – 1,85m e 76 kg

8 - Julio Cesar ( Brasil)

Suzana Werner é feliz. Junto com Kaká, um dos poucos desta lista que esta blogueira teve o prazer de conhecer. E sobre Julio Cesar, lhes digo uma coisa: ele é mais lindo pessoalmente. Nosso goleiro é o melhor do mundo na posição e entrou também na nossa listinha.
Internazionale ( Itália) – 1,86m e 79 kg

9 - Roque Santa Cruz ( Paraguai)

E não é que os sul-americanos estão indo bem também no quesito beleza. Santa Cruz é dos nossos vizinhos que nos agracia com seu rostinho na Copa, inclusive na próxima fase.

Manchester City (Inglaterra) – 1,91m e 88kg

10 – Carlos Bocanegra ( Estados Unidos)

Uma das vantagens do gol de Donovan que classificou os Estados Unidos é continar vendo esse moço. Oh, my God!
Stade Rennals ( França) – 1,85m e 80kg


11 –Thierry Henry ( França)

A França está fora e Henry, assim como sua equipe, pouco mostraram de futebol. Mas todas sabemos no potencial dele quanto ao futebol e a beleza.

Equipe: Barcelona (Espanha) - 1,88m 83 kg

quinta-feira, maio 20, 2010

Com um pé na África



Saiba como estão se preparando e as expectativas de dois jornalistas gaúchos que farão a cobertura da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul

A Copa do Mundo inicia oficialmente dia 11 de junho, mas muitos brasileiros já vivem a Copa. E alguns já começaram essa vivência bem antes da convocação ocorrida na terça, dia 11. São os jornalistas que irão fazer a cobertura do maior evento de futebol a nível mundial. É através deles que a maioria dos mortais vai poder saciar suas curiosidades, angústias e poder torcer por sua seleção ou simplesmente acompanhar no conforto de sua casa o que há de melhor no futebol. Zé Alberto Andrade (foto 2), da rádio Gaúcha, e Flávio Dal Pizzol (foto1), da Guaíba, embarcam em meados de junho para a África do Sul. Na mala, a experiência de duas Copas, a ansiedade de novato e a expectativa da primeira Copa em um continente africano. Mais do que garantir a vacina contra febre amarela e ter a validade do passaporte em seis meses da data da volta, únicas exigências para a entrada no país, há meses os jornalistas já se preparam para essa viagem.


Zé Alberto esteve na África do Sul ano passado para a Copa da Confederações, o que lhe deu uma ideia da realidade do país. Um dos problemas observados durante o evento, e que o país se comprometeu a revolver para a Copa do Mundo, é a questão do transporte. “O sistema de trânsito é caótico, o nosso também é, mas eles não têm o transporte coletivo e os trens são de baixa qualidade”, relata Zé Alberto. Segundo o jornalista, a segurança também preocupa. “Seis horas da tarde a cidade tá vazia, ninguém está na rua”, conta. Algumas orientações foram dadas para evitar esses problemas, como andar em grupo, evitar caminhar a pé na rua, ter cuidado ao pegar táxis (há muitos veículos ilegais) e, à noite, procurar andar somente em shoppings. Os eventuais problemas encontrados na África podem contribuir para a realização da Copa no Brasil, daqui há quatro anos. Segundo o jornalista, “a gente pode avaliar lá quais as dificuldades que um país de terceiro mundo pode ter”, e completa “eu tenho a expectativa de ver o que vai funcionar e o que não vai funcionar para daqui há quatro anos a gente ver o que vai funcionar no Brasil”. Quanto a questão racial, para Zé Alberto, “há uma tensão permanente, embora não haja uma hostilidade explícita”. O jornalista observou que não há miscigenação, com exceção da região da Cidade do Cabo. A equipe da rádio Gaúcha já possui reserva desde dezembro no hotel e, dentro da equipe de 22 profissionais que vai, todos os repórteres ganharam uniformes, mala, lap top, black berry, além de equipamentos modernos de transmissão que o grupo RBS estará levando para o país. Zé Alberto consegue se comunicar em inglês, mas frequenta um curso de inglês desde o ano passado. O jornalista promete retribuir o investimento e a expectativa do público em seu trabalho e promete “total empolgação”. “Eu gosto muito de trabalhar com seleção por a gente estar em contato com pessoas que são fato no mundo inteiro e com colegas que são os de ponta na nossa área, e quando tu está no meio desses caras tu tem que fazer coisas dignas do que eles fazem, então eu acabo dobrando meu esforço, ressalta.

O jornalista Flávio Dal Pizzol acredita que “a experiência facilita um pouco” para a realização de uma boa cobertura de Copa do Mundo. O repórter, que está na sua terceira Copa do Mundo, já participou de Copa América, Copa das Confederações e Olimpíadas em seus 15 anos de rádio Guaíba. O grupo Record enviará seis profissionais do estado, incluindo profissionais de jornal e rádio. Um jornalista da Record São Paulo já está no país e também ajudará os repórteres em eventuais problemas de logística. Dal Pizzol também acredita que a realização da Copa na África do Sul servirá como parâmetro para a Copa de 2014. “Talvez como o Brasil está tendo dificuldades , a África do Sul também teve dificuldades para montar toda a estrutura”, opina. O jornalista espera problemas quanto a deslocamentos devido a problemas nos transporte.

Quanto ao protagonista do evento, o futebol, tanto Zé Alberto quanto Dal Pizzol consideram a seleção brasileira favorita ao título, mas apontam alguns obstáculos que a seleção terá. “O que eu temo é que os jogadores não cheguem no melhor condicionamento”, argumenta Zé Alberto, que cita problemas em jogadores como Kaká e Luis Fabiano. Dal Pizzol alerta para outros candidatos ao título, como a Argentina e Espanha. “conversei com Nilmar - que joga em, uma equipe espanhola - essa semana e ele tá apostando que a Espanha vai incomodar. Zé Alberto acrescenta a Holanda nessa lista de candidatos ao título. “Tenho muto curiosidade pela Holanda, com uma geração de jogadores que está muito bem e parece ter resolvidos problemas internos”, aponta.

domingo, abril 11, 2010

A capital do esporte, dentro e fora de campo



Cursos visam qualificação para profissionais que trabalham com esporte

As confirmações das realizações da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 elevaram o papel do Brasil dentro do cenário esportivo mundial. E um dos primeiros reflexos disse é a busca de maior qualificação no mercado esportivo. Cursos voltados a capacitar profissionais a trabalhar e entender melhor o esporte têm se proliferado por todo o país. Em Porto Alegre, atualmente, quatro cursos mostram esse outro lado do esporte. Um lado que pouco aparece nas câmeras, mas que é fundamental para o sucesso do Brasil nessa sua nova função esportiva.

Iniciado em março de 2009, o Kick Off da Perestroika busca mostrar o futebol através do jornalismo esportivo, marketing e gestão de clubes. Jogadores de futebol, dirigentes, cronistas e publicitários participam mostrando sua experiência de vida e transmitindo ensinamentos a um público formado por estudantes e profissionais das áreas da comunicação, educação física, administração e outros. “Um projeto muito inteligente e que me atraiu de cara, vi a possibilidade de fazer algo onde realmente pudesse contribuir com a qualificação do profissional do futebol, seja no jornalismo, no marketing, na gestão de algum clube ou no simples conhecimento sobre o esporte”, lembra o coordenador Nando Gross. Para quem fez o curso apenas por gostar de futebol participar de eventos com Falcão, Dunga e outras personalidades por si só já faz a experiência valer a pena. O Kick Off está na terceira edição e é aberto a qualquer pessoa.

Já o curso organizado pelo Sport Club Internacional, “Futebol:Gestão profissional – da estrutura do clube à montagem da equipe de jogo”, se propõe a abordar a parte de gestão, marketing e preparação técnica utilizando exemplos de dentro do próprio clube. “Todo o curso procura ser prático, desenvolver ferramentas para serem aplicadas no trabalho”, explica o coordenador Jorge Farias. Segundo Farias, a ideia de montar um curso nesses moldes “surgiu da necessidade de desenvolver os talentos do clube”, mas é aberto a qualquer pessoa que esteja interessada nos temas propostos. Profissionais do Internacional ministram aulas para uma turma de 70 alunos, formado por um público heterogêneo, com pessoas oriundas de Minas Gerais, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. O curso tem caráter de extensão e já estão sendo aceitas matrículas para a terceira edição, que começa no segundo semestre deste ano.

Também com característica de extensão é o curso criado pela PUC, “futebol e jornalismo”. Ministrado por jornalistas de diferentes mídias, Christiane Matos (do Diário Gaúcho), Vagner Martins (Bandeirantes – TV e rádio) e Eduardo Gabardo (rádio gaúcha), além do coordenador Luciano Klöckner o curso, que deve iniciar na próxima segunda, dia 12, é um projeto que está sendo retomado pela universidade. A preocupação de trazer profissionais de diferentes mídias se dá, segundo a jornalista Christiane Matos pelo fato de que “por mais que seja futebol a abordagem é diferente”. Aberto ao público em geral, “é voltado principalmente para alunos de jornalismo que estão em dúvida sobre qual área seguir dentro da profissão”, explica Christiane, que completa, “o intuito é mostrar como funciona o dia-a-dia dos repórteres, o que é preciso, situações e problemas”. As aulas incluem participação de jornalistas convidados, dirigentes e jogadores da dupla gre-nal, além de visita a estádios e veículos de comunicação. Para estudantes universitários, o curso também tem validade de carga horária extra.

A Faculdade Sogipa criou uma especialização em Gestão no Esporte, que deve iniciar no dia 17. Pelo caráter de especialização é restrito a profissionais diplomados e os alunos são oriundos da Administração, Educação Física e Comunicação Social, principalmente. A faculdade, que está no terceiro semestre, passou a desenvolver cursos de pós-graduação recentemente, “a busca da valorização, não só alunos novos como também agora alunos já formados e oferecemos um programa de cinco ofertas de pós-graduação”, informa o diretor acadêmico professor Ulf Georg Klemt. A especialização Gestão no Esporte apresenta disciplinas, como ética no esporte, empreendedorismo, legislação esportiva, um histórico do esporte e finaliza com um trabalho de conclusão. “O foco hoje é ter um gestor que recebe para isso, não só de clubes de futebol, mas clubes esportivos”, explica o colaborador professor Rogério da Cunha Voser. A faculdade já possui o curso “ensinamento e treinamento em futebol e futsal”, que está prestes a começar sua segunda edição, mas buscou uma abordagem mais ampla nessa especialização de gestão no Esporte. Segundo, Rogério, “algumas mudanças que ocorreram como a lei Pelé e a transição do clube tradicional para clube empresa, a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Brasil, ou seja, cada vez mais vão ser necessários profissionais qualificados” e, por isso, o curso de gestão busca ir além da preparação e englobar diferentes temas que costumam ser abordados separadamente. Com uma turma entre 20 e 30 alunos, vindos de diferentes lugares do país e de profissões variadas como administradores, jornalistas e profissionais de educação física, o curso terá uma carga horária de 360 horas com profissionais do meio acadêmico, dirigentes da dupla grenal e profissionais da própria Sogipa.

Para o consultor esportivo Amir Somoggi “o futebol passa por longo processo de profissionalização iniciado com o novo ambiente político e legal na década de 90, mas que na prática somente tomou corpo depois de 2003”, o que causa no mercado essa necessidade de qualificação. Para ele outro motivo que justifica a procura por qualificação é o “aumento do interesse de jovens em trabalhar com gestão esportiva” e, quanto ao futebol, a paixão seria uma das razões “já que o sonho de quem ama futebol é poder trabalhar na sua área de atuação com o seu esporte favorito”, ressalta Somoggi. O consultor ressalta que por melhores que sejam os cursos só isso não é garantia de bons profissionais, “é importante também atuar na área, a fim de ganhar experiência e conhecer o dia a dia das entidades”, acrescenta.


* Na foto: Dunga em uma aula do Kick Off no ano passado

quinta-feira, abril 01, 2010

Do purgatório ao paraíso em 58 minutos


Internacional vence, afasta crise, mantem Fossati, lidera grupo 5 e sonha com o bi... tudo isso a partir de um chute de Walter, aos 13 minutos do 2º tempo

Não foi um jogo para encher os olhos do torcedor colorado. Tampouco os jogadores do Inter fizeram jus ao título de elenco qualificado. Mas os gols saíram e a vitória retorna à rotina colorada após seis jogos de ausência. E em vez da crise, agora a liderança. No lugar de um técnico ameaçado, o uruguaio Fossati respira aliviado.

Aliviados também ficaram os jogadores colorados após o primeiro gol, aos 13 minutos da etapa final, fruto de um chute do contestado Walter e um toque contra do zagueiro Ibañez. A necessidade de vencer versus o tempo que corria deixava os jogadores do Inter afobados, o que culminava em uma série que parecia não ter fim de passes errados. Mesmo que o time do Cerro mal conseguisse cruzar a linha do meio campo. Quando cruzou, parou no goleiro Pato Abbondanzieri ou na zaga colorada. O gol aliviou, e o time pôde, enfim, tentar jogar futebol. É bem verdade que não conseguiu, apesar do segundo gol, chorado, do também contestado Alecsandro.

Mesmo sem espetáculo dentro de campo a torcida não deixaria o Gigante sem um show digno da grandeza do Internacional. E nos minutos finais gritava Olé. O garoto Walter foi muito saudado, quando saiu para dar lugar a Taison. E os jogadores todos reconheceram ao final, que mais que méritos de Ibañez, Walter, Alecsandro ou Fossati, a vitória deveria ser creditado aos mais de 36 mil colorados, que, segurando nos dentes sua paciência e ansiedade, foram ao Beira-Rio para apoiar o seu time. De mãos dadas se dirigiram a torcida e agradeceram ao apoio. Fossati, em sua entrevista também foi só elogios, “senti a torcida colorado", disse. E até o polêmico Walter, que sumiu por 10 dias alegando não estar sendo valorizado, prometeu que não iria pedir aumento salarial. Mesmo tendo começado na velocidade, nas jogadas e nos pés do garoto o gol que varreu a crise do Internacional. Para debaixo do tapete, talvez. Mas ao final do jogo, ficaram registradas a liderança e as reais chances de classificação da equipe à próxima fase da Libertadores.

Distante da crise e mais perto do bi, com esse sentimento dorme a torcida colorada nesta bela noite de lua cheia.

quinta-feira, março 25, 2010

A goteira d'água


O Internacional surpreendeu a todos nesta quarta e foi goleado pelo São José de Porto Alegre. Em um jogo, no qual o goleiro do Zequinha fraturou a perna e a luz do estádio ficou apagada por mais de vinte minutos, o time teve domínio de bola e finalizou muitas vezes, tendo colocado uma bola no travessão ainda na etapa inicial. Jogando com dois zagueiros os três gols foram frutos de falha na defesa. Apesar dos visíveis vazio no meio campo o Inter jogou o tempo todo com onze jogadores em campo.

Guiñazu, volante, subiu ao ataque e errou um gol quando estava frente a frente com o goleiro na marca do pênalti, em bola lançada por Valter. Valter, aquele que fugiu, ficou dias sem treinar, estava afastado da equipe e apesar de mal conseguir responder à pergunta do repórter foi um dos que mais se movimentou em campo, colocando muitas bolas na área adversária. O time quase tomou o quarto em uma saída errada do goleiro Pato Abbondanzieri, que, no entanto, não teve culpa nos três gols que o colorado levou.

Se o Inter dominou o tempo todo, finalizou muitas vezes, esteve na maior parte do tempo na área do adversário porque não marcou um gol sequer? E mais, foi goleado por uma equipe indiscutivelmente inferior? Aliás, há quatro jogos, o Internacional não vence se equipes inferiores (Pelotas, Cerro, Veranopólis e Deportivo Quito)

O que está havendo com o Inter? Nessa quinta nem preciso ler os jornais para saber que a cabeça de Fossati será pedida. Como sempre o culpado é o treinador. Mas o que um treinador pode fazer quando a equipe não ganha? Vejamos: mudar esquema tático, Fossati fez ao abdicar dos três zagueiros e colocar D’Alessandro como articulador; trocar jogadores, Fossati fez ao lançar mão de Edu e colocar Taison; substituir durante o jogo, Fossati tem queimado todas as suas mudanças durante os últimos jogos. Segue o vazio no meio campo, mas o problema do número pequeno de finalizações desapareceu. Seria a mudança de técnico a solução? Pergunto, o que Fosssati não fez que um novo treinador faria num curto período?

De nada adianta uma folha de pagamento milionário, domínio de posse de bola, finalizações se os gols não acontecem. Quantos homens de ataque, quantos atacantes foram contratados pela direção? Um, com 34 anos e fora de forma. E a culpa é do senhor Fossati? Porque se for assim, vai vir outro treinador e passados alguns jogos ele será acusado de mesma culpa que nessa quarta recai sobre Fossati.

Se a direção trocar de treinador - o que acho que não acontecerá, salvo em caso de derrotas nos dois próximos dois jogos - só estará provando para a torcida que não contratará nenhum jogador, ou melhor, nenhum atacante. E também provará que errou ao não fazer uma contratação bem sucedida nessa posição no começo da temporada e que não tem capacidade para fazê-la agora.

Ah, e não foi dada uma segunda chance ao Valter porque a direção e comissão técnica se sensibilizaram com a história do garoto, mas porque Valter é uma aposta interna de ser o jogador que pode fazer os gols que seus colegas não têm conseguido fazer.

Demitir Fossati é como colocar bacia de água em uma casa com goteira, apenas um paliativo para o chão não ficar molhado. Mas para que cesse de chover dentro de casa só colocando novas telhas. O tempo que a direção do Inter demorar para colocar novas telhas é o que vai definir qual será o aproveitamento da equipe no ano de 2010.

* Foto: Daniel Marenco ( Zero Hora.com)

sexta-feira, março 12, 2010

Na altitude faltou atitude de Fossati


O empate com o Deportivo Quito fora de casa acabou sendo bom para o Inter. Mas o jogo foi aterrorizante para as pretensões dos colorados na Libertadores. Que time pode ser campeão se durante um jogo todo quase não finaliza em gol? E a culpa não é de Alecsandro, nem de Edu...tampouco o gol tomado foi culpa de Pato, já que este fez duas defesas fundamentais para evitar uma derrota colorada.

Fossati escalou mal e mexeu mal. As substituições, na verdade, serviram para manter o esquema proposto por Fossati. Três zagueiros, dois alas e três volantes.Sandro atuava mais recuado, Guinãzu pela esquerda e Giuliano pela direita. O Inter chegava na frente com balões ou contra-ataques. Porque diante da fragilidade do adversário e com tantos homens na marcação no meio Fossati não colocou um armador, que poderia ser D'Alessandro ou Andrezinho, tirando um zagueiro?

Talvez essa não seja a melhor alternativa para o Inter, mas certamente ficar com sete jogadores recuados não levará ao título. Estamos na segunda rodada, ainda há tempo de rever conceitos. Com ou sem altitude, Fossati precisa é de mais atitude.

segunda-feira, março 08, 2010

Ser mulher é...


Aos 25 anos, morando sozinha, com uma faculdade concluída, uma família presente, histórias amorosas pra contar me sinto à vontade para falar sobre "ser mulher". Mas sem nenhum destes requisitos e "tendo nascido sem o instrumento fálico", como definiu certa vez Rita Lee, ou simplesmente menstruando todos os meses, também tenho a capacidade de definir o que é ser mulher. E lhes digo, quanto mais difícil e penoso parece, mas compensador e pleno é.

Ser mulher é não deixar um espelho passar despercebido e se isso acontecer uma outra alma feminina vai te tocar com no braço e com um olhar terno e voz suave perguntar "o que houve". Ser mulher é odiar e amar o sangue ao mesmo tempo, todo o mês ininterruptamente. Com vezes será mais odiado, e noutras idolatrado e festejado. É reunir muitas amigas, falar sem parar, mal escutar a voz de alguém e conseguir rir muito por isso. É oferecer paciência, ouvidos e carinho a alguém que lhe olha com tristeza a qualquer hora do dia ou da noite. É também simplesmente não querer olhar para alguém que você ama e pensar que hoje "tô que não posso olhar pra essa criatura". É chorar de amor e rir de ódio. É sofrer calada e gritar aos quatro cantos uma alegria. É estremecer de de êxtase e cegar de paixão. É vida. Mesmo na morte.

Já sofri por ser mulher ao ponto de lamentar isso. Já desejei muito não ser quando precisava com extrema urgência de uma banheiro na rua de madrugada e via meus amigos homens felizes por terem resolvido o mesmo problema. Já corei pela admiração pública das formas de meu corpo. Já odiei e amei meu corpo no mesmo milésimo de segundo. Mas quando cai a noite e, de pijama, após creme no rosto e prestes a deitar eu, quase sempre, pensei, "que bom que sou mulher".

Assim sou e assim eu serei daqui a 25 anos, com filhos e algumas coisas não tão firmes como agora. Outras mais certas que hoje. E talvez volte aqui para reescrever essa definição.

Feliz Dia da Mulher a todas às mulheres! Da mais especial na minha vida, minha vó Aurélia, passando pela cujo futuro me preocupa regularmente, minha irmã, às mulheres da minha família, às minhas amigas mais pacientes, às colegas de trabalho, às que conversei numa fila de banheiro ou de supermercado e, sem medo de dizer, principalmente à mim!

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Joga Alegre, uma peneira diferente



No campo Cidade de Deus, no bairro Cavalhada, muitos meninos tentam toda semana tornarem-se jogadores de futebol. É o projeto Joga Alegre, que consiste na captação de atletas para o clube que realiza o projeto, o Porto Alegre. Pioneira na iniciativa no Brasil, desde junho de 2009, o clube busca nessa peneira os jogadores que formarão o plantel da equipe que disputa a série A do Gauchão.

Os meninos interessados, nascidos entre os anos de 1990 a 1996, fazem a inscrição no site, apresentam juntamente com o formulário preenchido no site um exame médico e um termo de responsabilidade de um maior de 18 anos, Após agendam um teste. Todas as segundas e terças são realizados treinamentos em dois campos para avaliação de possíveis jogadores. Os pré-selecionados continuando treinando, inclusive participando de amistosos com outras equipes, e podem vir a jogar nas categorias de base do Porto Alegre.

O projeto é uma iniciativa das categorias de base do Porto Alegre e dele saíram cinco titulares do clube da capital: os atacantes Bernardo e Gustavo, o zagueiro Carlão, o volante Iuri e o meia Rafael. Atualmente o clube possui além da equipe principal, os juniores, dos quais 13 dos 32 atletas vieram do projeto, e devem disputar o gauchão de juniores que começa dia 15 de março. A ideia do clube é formar também um time de juvenis, todos oriundos do projeto. “Toda semana aparecem aqui cerca de 70 meninos, desses geralmente dois são aproveitados”, afirma o supervisor técnico das categorias de base do Porto Alegre e coordenador do projeto, Fabian Tardiello. “No começo do Joga Alegre vinham cerca de 120 por semana”, completa Fabian.

Os jovens são divididos pela idade em três categorias, infantil, que são os nascidos nos anos de 1995 e 1996, juvenil, anos de 1993 e 1994 e junior, 1990, 1991 e 1992. Eles são avaliados por três treinadores e dois auxiliares. Dos técnicos, dois são ex-jogadores e outro teve uma vivência na Europa. “Nosso trabalho é ver o talento físico e emocional”, ressalta Fabian. Segundo ele, muitos meninos possuem talento mas falta a maturidade e o preparo emocional necessários a um atleta. “Estamos buscando aquele que, talvez tecnicamente, não seja tão bom hoje, mas que é focado e tem uma mentalidade vencedora e competitiva, porque a parte técnica e competitiva a gente vai treinar, mas o fator a mais é que procuramos”, completa. A ansiedade por um resultado positivo não é só dos meninos, mas também de seus pais, que costumam acompanhar os treinamentos.

Outro objetivo do projeto, além da captação de atletas é de cunho social. “Esses jovens poderiam estar fazendo qualquer coisa na esquina ou na rua, mas estão aqui tendo noções de disciplina e respeito, destaca Tardiello. E faz parte da estratégia de desenvolvimento do clube, que “tenta se posicionar como uma terceira força do futebol da capital”, como ressaltou Tardiello.


sábado, fevereiro 06, 2010

Grêmio firma convênio com escolinha de futebol feminino


Escolinha Feminina do Grêmio, o futebol feito por e para mulheres
Nascida com o objetivo de suprir uma demanda da capital, desde 15 de julho de 2009, a escolinha de futebol feminina do Grêmio funciona em Porto Alegre, com sedes nas Zonas Sul e Norte. Atualmente com 80 alunas matriculadas, nas idades entre 7 e 30 anos - a escola já chegou a ter cerca de 150 alunas durante o ano letivo -, o projeto idealizado pelas professoras Tatiele Silveira e Naná Varela, com a colaboração de mais duas professoras, Suelen Ramos e Carine Gomes, proporciona futebol para meninas e mulheres das mais classes sociais. “O grupo é bem diversificado, temos alunas de escolas públicas e particulares, além de meninas de outras cidades, como Gravataí, Cachoeirinha e Novo Hamburgo”, afirma Tatiele, mais conhecida como Tati. A escolinha é conveniada ao Grêmio, que abriu uma exceção para o projeto. “é uma conveniada com carinho, já que o Grêmio tem como política não firmar convênio com escolas da capital”, conta a professora Naná.
Em média de quatro turmas semanais têm aulas na escolinha. Sendo uma turma para adultos, que funciona à noite. Já as turmas para meninas de até 17 anos, além das duas aulas semanais, se revezam no futebol de campo aos sábados, quando a aula ocorre no campo no CT Parque do Cristal. As meninas costumam disputar amistosos com equipes de colégios e, muitas delas, também frequentam aulas de futebol em suas escolas. A escolinha também orgulha-se do resultado obtido na Copa Tricolor, na qual conquistou os três primeiros lugares. “Era um campeonato pequeno, com apenas 5 equipes, de diferentes idades, mas o desempenho delas nos encheu de orgulho”, relata a professora Tati. As professoras planejam disputar o Campeonato Gaúcho, com data ser definida, e negociam a liberação no clube. Para esses torneios a escolinha ainda busca patrocinadores.
Uma peculiaridade da escolinha é que toda a equipe de professores e o administrativo é composta por mulheres. “Essa característica estava no projeto inicial que levamos ao Grêmio, em abril do ano passado”, conta Tati. Para a professora, uma aula feita por mulheres ajuda as meninas. “Joguei a minha vida toda e nunca tive professoras mulheres”, conta. E complementa “as meninas se sentem mais à vontade com professoras para relatar sobre seus problemas, como cólicas menstruais”.
As aulas têm duração de uma hora, que é dividida entre fundamentos técnicos e treinos coletivos. A taxa de matrícula é de R$ 100 e inclui a roupa de treino (camisa, calção e meia). Já a mensalidade é de R$ 50, com desconto de 20% para sócios do Grêmio. O projeto tem a mesma direção da escolinha masculina do Grêmio, sob a direção geral de Francisco de Paulo Motta França e direção de futebol de Cesar da Rocha. Mais informações podem ser obtidas no blog http://gremiofeminino.wordpress.com/


terça-feira, dezembro 15, 2009

Fossati e os técnicos estrangeiros no Brasil



Nesta segunda-feira, dia 14, o uruguaio Jorge Fossati foi apresentado oficialmente como técnico do Internacional. Com convicções em sintonia com a direção colorada e um currículo de peso no futebol sul-americano, o ex goleiro rejeitou uma proposta da seleção equatoriana e acertou com o time gaúcho por US$ 100 mil, cerca de R$ 175 mil mensais.

Como treinador, Fossati teve passagem pelas seleções do Qatar e Uruguai e treinou as equipes uruguaias do River Plate, Peñarol e Danúbio, Cerro Porteño do Paraguai, Colón da Argentina, Al-Saad do Qatar e LDU, do Equador. Como goleiro passou pelo Avaí e Coritiba e em times do Uruguai, Argentina, Colômbia, Paraguai e Chile.
Feitas as devidas apresentações, fica a pergunta: apostar em um técnico com experiência no futebol sul-americano pode dar certo? Ou então: será Fossati o primeiro treinador estrangeiro a treinar uma equipe brasileira e conquistar um grande título?
Apesar de ser o país do futebol, o Brasil não costuma exportar treinadores e tampouco importar. Jogadores brasileiros fazem sucesso e valem milhões no mundo todo. Poucos treinadores oriundos de nosso país conseguem sucesso lá fora. E dos estrangeiros que passaram aqui nenhum conquistou um título de grande expressão como uma Libertadores ou um certame nacional. Será essa a hora de um treinador estrangeiro penetrar definitivamente no futebol brasileiro através de uma passagem vitoriosa?
Essa parece ser a meta de Fossati. O uruguaio é o sexto treinador de outro país contratado pelo Internacional. E o quarto uruguaio. O chileno Elias Figueroa foi o último estrangeiro a comandar o Inter, no ano de 1996 e por alguns jogos. Os outros dois uruguaios que comandaram o Inter foram Ricardo Díez Santa Cruz, em 1942, Felix Magno, com uma rápida passagem em 1949 e Pedro Rocha, em 1996. Também passou pelo colorado o peruano Darío Letona, em 1946.
Díez também passou pelo rival Grêmio, que já teve técnicos estrangeiros em outras quatro ocasiões: em 1985 com José Omar Pastoriza, em 1987 com Juan Mujica, em 2003 com Darío Pereyra e em 2005 com Hugo de Leon.
No caso da dupla Grenal, Díez teve uma passagem exitosa em sua passagem pelo Inter, quando conquistou o campeonato gaúcho. Já no âmbito nacional, pode-se destacar o trabalho de Ricardo Dìez no comando Atlético Mineiro, no qual foi Campeão do Gelo em 1950 (torneio disputado com times europeus) e conquistou cinco títulos mineiros nos anos 50 (de 1952 a 1956), quebrando um recorde na época. O argentino José Poy alcançou o vice da Libertadores pelo São Paulo em 1974. O uruguaio Humberto Cabelli é considerado um dos dez maiores treinadores da história do Palmeiras. Outro estrangeiro que se destacou foi Darío Pereyra que levou o Paysandu a derrotar o Boca Juniors na Bombonera e conquistou o título mineiro pelo Atlético Mineiro. Darío foi o treinador estrangeiro que mais equipes brasileiros comandou. E o São Paulo foi o time que mais técnicos estrangeiros contratou, foram dez estrangeiros.
O maior sucesso dos técnicos gringos foram conquistas de regionais, como o paraguaio Alfredo González que conquistou o título carioca pelo Bangu e Ramon Platero que ganhou os cariocas pelo Fluminense e Vasco. A grande maioria teve passagens tímidas nas equipes brasileiras que comandaram.
Segue abaixo uma relação com os gringos que já comandaram equipes brasileiras e algumas dessas equipes. Encontrei registros de argentinos, uruguaios, dois chilenos, um peruano, um paraguaio, um português e um húngaro,
Argentinos
Ponziníbio, São Paulo (1940)
Alexandre Galán "Jim Lopes" , Portuguesa Palmeiras, Juventus, São Paulo e Corinthians, nos anos 50
Giu di Célio , Vitória (ES),
Armando Renganeschi , São Paulo (1958) e Flamengo (de 1965 a 1967)
José Omar Pastoriza , Grêmio e Fluminense em 1985
Daniel Passarela, Corinthians (2005)
 
Uruguaios
Pedro Mazzullo, Corinthians 
Ruben Delgado, Tiradentes (DF), 
Sérgio Ramirez, Bragantino, Avaí (2007) e Joinvile (última passagem em 2009) 
Carlos Viola Solo, Sport (PE)
Danilo Menezes, ABC do Rio Grande do Norte (1980)
Ondino Vieira, Fluminense (1938-1941) e Vasco (1945)
Ramon Platero, Fuminense (1919), Flamengo (1921), Vasco (1923- 1924), Palestra (SP), São Paulo (1940)
Conrado Ross, São Paulo (1942-1943), Portuguesa (SP), Guarani (SP)
Pedro Rocha, Guarani (1987), Internacional (1996)
Humberto Cabelli, Náutico, Palmeiras (1930, 1932 a 1935) e Fluminense (1944-1945)
José Poy, São Paulo (entre os anos de 1964 a1982)
Pablo Forlán, São Paulo em 1990
Darío Pereyra, São Paulo (1997-1998), Coritiba (1998), Atlético Mineiro (1999), Guarani (2000), Corinthians  (2000), Paysandu (2003), Grêmio (2003) e Portuguesa ( 2004)
 
Outras nacionalidades
O paraguaio Alfredo González comandou o Bangu (RJ) em 1966. Já o português Jorge Gomes de Lima, o Joreca, treinou o São Paulo de 1943 a 1947. O húngaro Bela Guttmann treinou o São Paulo, em 1957. E o chileno Roberto Rojas treinou o São Paulo em 2003.
Foto: Marcos Bertoncello

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Marcelo Rospide, interino?


Me disseram que ele era bom e eu tinha minhas dúvidas. Em plena semana GreNal, mesmo ainda muito distante do próximo clássico, tive a oportunidade de conhecer o técnico interino do Grêmio, Marcelo Rospide. O encontro foi possível graças ao curso Kick Off da Perestroika, no qual já tive palestras com outras pessoas dignas de tantas coisas, entre elas, modestamente, um post no meu blog. E prometo que farei um relato de algumas dessas personalidade futebolísticas que tive contato.


Rospide foi convidado a falar sobre preparação técnica e por uma dessas "sortes" dele, minha e do pessoal da Perestroika, a data da palestra ocorreu justamente enquanto ele é um dos técnicos mais assediados do país durante essa semana, devido ao jogo que pode decidir o campeão do Brasileirão.


Rospide explicou como é feita a preparação técnica de um time de futebol. A comissão técnica escolhe um modelo ideal de jogo. Através da análise do elenco é feito o planejamento e um direcionamento sobre o esquema a ser adotado. Sobre sistemas preferidos, Rospide apenas disse que sua opção ideal é uma linha defensiva de quatro e com variações na frente. Quando da interrupção do trabalhor de um treinador, explicou que os atletas perdem tempo com a adaptação e por isso trocas não são vantajosas do ponto de vista da preparação. Ao tornar-se interino após a saíde de Roth disse que manteve o modelo praticado por Roth mais acrescentou algumas observações suas.


Adoraria falar sobre preparação técnica, e de fato o "professor" de hoje me deu muito conteúdo para tal. Mas adoro uma muvuca e vou falar sobre questões delicadas que envolvem o atual técnico do Grêmio.


Marcelo Rospide foi atleta do Grêmio, quando criança e adolescente. Desde 1993 passou a atuar junto às categorias de base e escolinha. Foi treinador dos juniores e atua na equipe profissional como auxiliar técnico desde 2001. "Na verdade auxiliar técnico também é treinador, existe mais de um técnico, só que não tem poder". Sobre sua situação atual, de interino, definiu assim: "tenho autoridade, mas não poder". Já que não pode barrar um atleta do grupo profissional, por exemplo.


Rospide parece estar tranquilo com o trabalho feito e com o futuro. "Tudo que sei é que dia 6 entro em férias (...) estou tranquilo e procuro aproveitar a oportunidade". Agora respeitado pelo torcida ele demonstra segurança no trabalho realizado "acho que deixei uma boa primeiro impressão, uma boa segunda impressão", referindo-se às duas oportunidades no ano de 2009 em que esteve como interino da equipe gremista. E acrescenta "quantos boas impressões têm que deixar para ser treinador ?".


Seu objetivo de ser treinador me pareceu claro, mas ele não demonstra pressa e nem intenção de sair logo do Tricolor gaúcho e tampouco de se decepcionar ou se sentir preterido caso a direção opte por contratar um treinador de fora, ao invés de efetivar o interino, hipótese bastante provável. "Estou há um bom tempo no Grêmio, sei como as coisas são, estou vacinado". E uma coisa que me surpreendeu, o bom relacionamento e a admiração de Rospide por aquele que, para quem como eu está de fora, parece ser o maior crítico de uma efetivação de Rospide "conheço o Meira há 20 anos e o respeito muito".


E finalmente a cereja do bolo, o jogo de domingo. Torcedores gremistas querem ver o time perder. Mas Rospide foi categórico, "o jogador que for escalado vai entrar para ganhar". Porém ressaltou que alguns jogadores podem ser poupados por desgate físico, já que o time não almeja mais nada no campeonato. Indagado sobre a repercussão pessoal que uma vitória da equipe gaúcha sobre o Flamengo pode ocasionar, Rospide disse que "já vale por essa semana", relatando o assédio que ele está vivendo por ser o treinador do jogo decisivo. "Tenho que pensar muito bem no que vou falar na preleção", confessou o técnico gremista. Defendeu o profissionalismo e explicou declarações de Souza de que o entregaria o jogo. “Perguntaram (repórteres) para ele na frente da torcida". Resumiu o pensamento dos atletas diante de uma possível retaliação da torcida gremista em caso de uma vitória do Grêmio sobre o Flamengo e título do Internacional: "uma porta se fecha, mas duas se abrem". "Se a bola picar no pé, o jogador vai chutar e fazer o gol", completou o treinador gremista.


Portanto meus amigos, o técnico atual do Grêmio, e aqui vão meus pitacos, é uma pessoa altamente capacitada para o cargo, conhecedor dos bastidores do Tricolor gaúcho, com autoridade dentro do vestiário e profissional, em outras palavras, em sua próxima preleção Rospide não vai mandar o time entregar.


Marcelo Rospide citou uma frase de Josep Guardiola, atual treinador do Barcelona e que começou interino. E é com essas palavras que encerro o post de hoje. "Desarmó el mito de la experiencia y proclamó la importancia de las ideas".

quarta-feira, novembro 25, 2009

Do gramado para o bar. Do bar para o gramado


Desde setembro estou fazendo um curso na Perestroika sobre futebol, cujos pilares são a gestão, jornalismo e preparação técnica. Assim que começou, me coçei para vir aqui e escrever sobre as aulas. Tive aula com Falcão, Dunga, João Paulo Medina e, ontem, com Amir Somoggi. E eis que, após a aula de ontem, resolvi vir aqui postar.


A aula, de fato, era digna de tal atenção, pela qualificação do palestrante em questão, Amir Somoggi. Mas lhes confesso que estou escrevendo pelo pós aula. De maneira curta, grossa e direta: ontem à noite tomei um drago com duas das pessoas que mais entendem de futebol no país. Pelo lado de gestão e de jornalismo esportivo. De quebra, ainda conheci melhor meus colegas, o quanto cada um deles sabe e a história especial de cada uma dessas pessoas que chegou até ali. E o caminho de nenhum de nós está encerrado, ele apenas começou.


Falamos isso com a mesma serenidade e paixão com que Amir Somoggi e Nando Gross falavam sobre assunto. Bebendo ou jogando sinuca, ou só comendo batatas fritas. A leveza com que falaram de um assunto do qual têm tanto conhecimento me fazem pensar que as maiores certezas não são assim tão sérias. Ou melhor, tão difíceis de compreender.


O futebol é um terreno tão incerto quanto a vida,. Você pode ou não enriquecer com isso. Você pode ou não tirar seu sustento disso. O time que você torce pode ou não ser campeão. O juiz pode ou não errar. Os dirigentes podem ou não fazer cagadas. Os jogadores podem ou não ser mascarados. Pontos corridos pode ou não ser mais legal que mata-mata. Enfim, nos restam mais dúvidas que certezas. Talvez por isso esses caras, que admiro e que ontem estavam conversando comigo e meus colegas num bar, estudem tanto e acompanham diariamente o assunto. Porque nunca teremos certeza nesse terreno incerto, mas as poucas certezas é o que nos diferenciam.


Por isso escrevo sobre essa aula. Da qual tenho muitos números a lhes apresentar. E o farei. Começo rechaçando a tese de que o Grêmio é mais pobre que o Inter. E pensar que esses números foram só o começo da aula de ontem...

quarta-feira, novembro 11, 2009

Twittadas da semana

Tenho uma confissão aos leitores: tô viciadinha no twitter. Então, inagurarei um novo quadro aqui, declaradamente copiado de sites da internet (em vários sites é possível conferir twittadas de famosos que marcaram a semana). A partir de hoje, vocês acompanham as twittadas da semana da Anna. Que ocorrerá sempre aos domingos. Excepcionalmente hopje que não é domingo, porque eu tive a ideia num dia que não é domingo. Enfim, posso explicar em 140 caracteres que vocês são espertinhos e entenden né?

Divirtam-se, porque eu faço muito isso no twitter.

Pq as pessoas insistem em enviar emails religiosos??? Acabo de criar uma nova campanha: amigos, amigos, religiões à parte (10/11)

Da série situações que não gostaria de passar: um amigo que você acabou de conhecer é amigo de um ex...justo aquele cuja fossa é recém finda (09/11)

Se o fim de semana foi uma merda, aposte na noite de domingo ;) (09/11)

E pra coroar meu findi #fimdecarreira fui ao 8 1/2 acompanhada de dois casais e vi meu ex-namorado no caixa... (08/11)

Pela segunda noite seguida, no sofá pronta esperando amigos,antigamente me esperavam, enquanto descia correndo passando batom #fimdecarreira (07/11)

Acabei de chegar após feriadão na cidade mais quente do RS.... (02/11)

Contato

  • acmagagnin@yahoo.com.br