Sábado, Fevereiro 06, 2010

Grêmio firma convênio com escolinha de futebol feminino

Escolinha Feminina do Grêmio, o futebol feito por e para mulheres

Nascida com o objetivo de suprir uma demanda da capital, desde 15 de julho de 2009, a escolinha de futebol feminina do Grêmio funciona em Porto Alegre, com sedes nas Zonas Sul e Norte. Atualmente com 80 alunas matriculadas, nas idades entre 7 e 30 anos - a escola já chegou a ter cerca de 150 alunas durante o ano letivo -, o projeto idealizado pelas professoras Tatiele Silveira e Naná Varela, com a colaboração de mais duas professoras, Suelen Ramos e Carine Gomes, proporciona futebol para meninas e mulheres das mais classes sociais. “O grupo é bem diversificado, temos alunas de escolas públicas e particulares, além de meninas de outras cidades, como Gravataí, Cachoeirinha e Novo Hamburgo”, afirma Tatiele, mais conhecida como Tati. A escolinha é conveniada ao Grêmio, que abriu uma exceção para o projeto. “é uma conveniada com carinho, já que o Grêmio tem como política não firmar convênio com escolas da capital”, conta a professora Naná.

Em média de quatro turmas semanais têm aulas na escolinha. Sendo uma turma para adultos, que funciona à noite. Já as turmas para meninas de até 17 anos, além das duas aulas semanais, se revezam no futebol de campo aos sábados, quando a aula ocorre no campo no CT Parque do Cristal. As meninas costumam disputar amistosos com equipes de colégios e, muitas delas, também frequentam aulas de futebol em suas escolas. A escolinha também orgulha-se do resultado obtido na Copa Tricolor, na qual conquistou os três primeiros lugares. “Era um campeonato pequeno, com apenas 5 equipes, de diferentes idades, mas o desempenho delas nos encheu de orgulho”, relata a professora Tati. As professoras planejam disputar o Campeonato Gaúcho, com data ser definida, e negociam a liberação no clube. Para esses torneios a escolinha ainda busca patrocinadores.

Uma peculiaridade da escolinha é que toda a equipe de professores e o administrativo é composta por mulheres. “Essa característica estava no projeto inicial que levamos ao Grêmio, em abril do ano passado”, conta Tati. Para a professora, uma aula feita por mulheres ajuda as meninas. “Joguei a minha vida toda e nunca tive professoras mulheres”, conta. E complementa “as meninas se sentem mais à vontade com professoras para relatar sobre seus problemas, como cólicas menstruais”.

As aulas têm duração de uma hora, que é dividida entre fundamentos técnicos e treinos coletivos. A taxa de matrícula é de R$ 100 e inclui a roupa de treino (camisa, calção e meia). Já a mensalidade é de R$ 50, com desconto de 20% para sócios do Grêmio. O projeto tem a mesma direção da escolinha masculina do Grêmio, sob a direção geral de Francisco de Paulo Motta França e direção de futebol de Cesar da Rocha. Mais informações podem ser obtidas no blog http://gremiofeminino.wordpress.com/



Terça-feira, Dezembro 15, 2009

Fossati e os técnicos estrangeiros no Brasil


Nesta segunda-feira, dia 14, o uruguaio Jorge Fossati foi apresentado oficialmente como técnico do Internacional. Com convicções em sintonia com a direção colorada e um currículo de peso no futebol sul-americano, o ex goleiro rejeitou uma proposta da seleção equatoriana e acertou com o time gaúcho por US$ 100 mil, cerca de R$ 175 mil mensais.

Como treinador, Fossati teve passagem pelas seleções do Qatar e Uruguai e treinou as equipes uruguaias do River Plate, Peñarol e Danúbio, Cerro Porteño do Paraguai, Colón da Argentina, Al-Saad do Qatar e LDU, do Equador. Como goleiro passou pelo Avaí e Coritiba e em times do Uruguai, Argentina, Colômbia, Paraguai e Chile.

Feitas as devidas apresentações, fica a pergunta: apostar em um técnico com experiência no futebol sul-americano pode dar certo? Ou então: será Fossati o primeiro treinador estrangeiro a treinar uma equipe brasileira e conquistar um grande título?

Apesar de ser o país do futebol, o Brasil não costuma exportar treinadores e tampouco importar. Jogadores brasileiros fazem sucesso e valem milhões no mundo todo. Poucos treinadores oriundos de nosso país conseguem sucesso lá fora. E dos estrangeiros que passaram aqui nenhum conquistou um título de grande expressão como uma Libertadores ou um certame nacional. Será essa a hora de um treinador estrangeiro penetrar definitivamente no futebol brasileiro através de uma passagem vitoriosa?

Essa parece ser a meta de Fossati. O uruguaio é o sexto treinador de outro país contratado pelo Internacional. E o quarto uruguaio. O chileno Elias Figueroa foi o último estrangeiro a comandar o Inter, no ano de 1996 e por alguns jogos. Os outros dois uruguaios que comandaram o Inter foram Ricardo Díez Santa Cruz, em 1942, Felix Magno, com uma rápida passagem em 1949 e Pedro Rocha, em 1996. Também passou pelo colorado o peruano Darío Letona, em 1946.

Díez também passou pelo rival Grêmio, que já teve técnicos estrangeiros em outras quatro ocasiões: em 1985 com José Omar Pastoriza, em 1987 com Juan Mujica, em 2003 com Darío Pereyra e em 2005 com Hugo de Leon.

No caso da dupla Grenal, Díez teve uma passagem exitosa em sua passagem pelo Inter, quando conquistou o campeonato gaúcho. Já no âmbito nacional, pode-se destacar o trabalho de Ricardo Dìez no comando Atlético Mineiro, no qual foi Campeão do Gelo em 1950 (torneio disputado com times europeus) e conquistou cinco títulos mineiros nos anos 50 (de 1952 a 1956), quebrando um recorde na época. O argentino José Poy alcançou o vice da Libertadores pelo São Paulo em 1974. O uruguaio Humberto Cabelli é considerado um dos dez maiores treinadores da história do Palmeiras. Outro estrangeiro que se destacou foi Darío Pereyra que levou o Paysandu a derrotar o Boca Juniors na Bombonera e conquistou o título mineiro pelo Atlético Mineiro. Darío foi o treinador estrangeiro que mais equipes brasileiros comandou. E o São Paulo foi o time que mais técnicos estrangeiros contratou, foram dez estrangeiros.

O maior sucesso dos técnicos gringos foram conquistas de regionais, como o paraguaio Alfredo González que conquistou o título carioca pelo Bangu e Ramon Platero que ganhou os cariocas pelo Fluminense e Vasco. A grande maioria teve passagens tímidas nas equipes brasileiras que comandaram.

Segue abaixo uma relação com os gringos que já comandaram equipes brasileiras e algumas dessas equipes. Encontrei registros de argentinos, uruguaios, dois chilenos, um peruano, um paraguaio, um português e um húngaro,

Argentinos

Ponziníbio, São Paulo (1940)

Alexandre Galán "Jim Lopes" , Portuguesa Palmeiras, Juventus, São Paulo e Corinthians, nos anos 50

Giu di Célio , Vitória (ES),

Armando Renganeschi , São Paulo (1958) e Flamengo (de 1965 a 1967)

José Omar Pastoriza , Grêmio e Fluminense em 1985

Daniel Passarela, Corinthians (2005)

 
Uruguaios
Pedro Mazzullo, Corinthians 
Ruben Delgado, Tiradentes (DF), 
Sérgio Ramirez, Bragantino, Avaí (2007) e Joinvile (última passagem em 2009) 
Carlos Viola Solo, Sport (PE)
Danilo Menezes, ABC do Rio Grande do Norte (1980)
Ondino Vieira, Fluminense (1938-1941) e Vasco (1945)
Ramon Platero, Fuminense (1919), Flamengo (1921), Vasco (1923- 1924), Palestra (SP), São Paulo (1940)
Conrado Ross, São Paulo (1942-1943), Portuguesa (SP), Guarani (SP)
Pedro Rocha, Guarani (1987), Internacional (1996)
Humberto Cabelli, Náutico, Palmeiras (1930, 1932 a 1935) e Fluminense (1944-1945)
José Poy, São Paulo (entre os anos de 1964 a1982)
Pablo Forlán, São Paulo em 1990
Darío Pereyra, São Paulo (1997-1998), Coritiba (1998), Atlético Mineiro (1999), Guarani (2000), Corinthians  (2000), Paysandu (2003), Grêmio (2003) e Portuguesa ( 2004)
 

Outras nacionalidades

O paraguaio Alfredo González comandou o Bangu (RJ) em 1966. Já o português Jorge Gomes de Lima, o Joreca, treinou o São Paulo de 1943 a 1947. O húngaro Bela Guttmann treinou o São Paulo, em 1957. E o chileno Roberto Rojas treinou o São Paulo em 2003.

Foto: Marcos Bertoncello

Quarta-feira, Dezembro 02, 2009

Marcelo Rospide, interino?


Me disseram que ele era bom e eu tinha minhas dúvidas. Em plena semana GreNal, mesmo ainda muito distante do próximo clássico, tive a oportunidade de conhecer o técnico interino do Grêmio, Marcelo Rospide. O encontro foi possível graças ao curso Kick Off da Perestroika, no qual já tive palestras com outras pessoas dignas de tantas coisas, entre elas, modestamente, um post no meu blog. E prometo que farei um relato de algumas dessas personalidade futebolísticas que tive contato.


Rospide foi convidado a falar sobre preparação técnica e por uma dessas "sortes" dele, minha e do pessoal da Perestroika, a data da palestra ocorreu justamente enquanto ele é um dos técnicos mais assediados do país durante essa semana, devido ao jogo que pode decidir o campeão do Brasileirão.


Rospide explicou como é feita a preparação técnica de um time de futebol. A comissão técnica escolhe um modelo ideal de jogo. Através da análise do elenco é feito o planejamento e um direcionamento sobre o esquema a ser adotado. Sobre sistemas preferidos, Rospide apenas disse que sua opção ideal é uma linha defensiva de quatro e com variações na frente. Quando da interrupção do trabalhor de um treinador, explicou que os atletas perdem tempo com a adaptação e por isso trocas não são vantajosas do ponto de vista da preparação. Ao tornar-se interino após a saíde de Roth disse que manteve o modelo praticado por Roth mais acrescentou algumas observações suas.


Adoraria falar sobre preparação técnica, e de fato o "professor" de hoje me deu muito conteúdo para tal. Mas adoro uma muvuca e vou falar sobre questões delicadas que envolvem o atual técnico do Grêmio.


Marcelo Rospide foi atleta do Grêmio, quando criança e adolescente. Desde 1993 passou a atuar junto às categorias de base e escolinha. Foi treinador dos juniores e atua na equipe profissional como auxiliar técnico desde 2001. "Na verdade auxiliar técnico também é treinador, existe mais de um técnico, só que não tem poder". Sobre sua situação atual, de interino, definiu assim: "tenho autoridade, mas não poder". Já que não pode barrar um atleta do grupo profissional, por exemplo.


Rospide parece estar tranquilo com o trabalho feito e com o futuro. "Tudo que sei é que dia 6 entro em férias (...) estou tranquilo e procuro aproveitar a oportunidade". Agora respeitado pelo torcida ele demonstra segurança no trabalho realizado "acho que deixei uma boa primeiro impressão, uma boa segunda impressão", referindo-se às duas oportunidades no ano de 2009 em que esteve como interino da equipe gremista. E acrescenta "quantos boas impressões têm que deixar para ser treinador ?".


Seu objetivo de ser treinador me pareceu claro, mas ele não demonstra pressa e nem intenção de sair logo do Tricolor gaúcho e tampouco de se decepcionar ou se sentir preterido caso a direção opte por contratar um treinador de fora, ao invés de efetivar o interino, hipótese bastante provável. "Estou há um bom tempo no Grêmio, sei como as coisas são, estou vacinado". E uma coisa que me surpreendeu, o bom relacionamento e a admiração de Rospide por aquele que, para quem como eu está de fora, parece ser o maior crítico de uma efetivação de Rospide "conheço o Meira há 20 anos e o respeito muito".


E finalmente a cereja do bolo, o jogo de domingo. Torcedores gremistas querem ver o time perder. Mas Rospide foi categórico, "o jogador que for escalado vai entrar para ganhar". Porém ressaltou que alguns jogadores podem ser poupados por desgate físico, já que o time não almeja mais nada no campeonato. Indagado sobre a repercussão pessoal que uma vitória da equipe gaúcha sobre o Flamengo pode ocasionar, Rospide disse que "já vale por essa semana", relatando o assédio que ele está vivendo por ser o treinador do jogo decisivo. "Tenho que pensar muito bem no que vou falar na preleção", confessou o técnico gremista. Defendeu o profissionalismo e explicou declarações de Souza de que o entregaria o jogo. “Perguntaram (repórteres) para ele na frente da torcida". Resumiu o pensamento dos atletas diante de uma possível retaliação da torcida gremista em caso de uma vitória do Grêmio sobre o Flamengo e título do Internacional: "uma porta se fecha, mas duas se abrem". "Se a bola picar no pé, o jogador vai chutar e fazer o gol", completou o treinador gremista.


Portanto meus amigos, o técnico atual do Grêmio, e aqui vão meus pitacos, é uma pessoa altamente capacitada para o cargo, conhecedor dos bastidores do Tricolor gaúcho, com autoridade dentro do vestiário e profissional, em outras palavras, em sua próxima preleção Rospide não vai mandar o time entregar.


Marcelo Rospide citou uma frase de Josep Guardiola, atual treinador do Barcelona e que começou interino. E é com essas palavras que encerro o post de hoje. "Desarmó el mito de la experiencia y proclamó la importancia de las ideas".

Quarta-feira, Novembro 25, 2009

Do gramado para o bar. Do bar para o gramado


Desde setembro estou fazendo um curso na Perestroika sobre futebol, cujos pilares são a gestão, jornalismo e preparação técnica. Assim que começou, me coçei para vir aqui e escrever sobre as aulas. Tive aula com Falcão, Dunga, João Paulo Medina e, ontem, com Amir Somoggi. E eis que, após a aula de ontem, resolvi vir aqui postar.


A aula, de fato, era digna de tal atenção, pela qualificação do palestrante em questão, Amir Somoggi. Mas lhes confesso que estou escrevendo pelo pós aula. De maneira curta, grossa e direta: ontem à noite tomei um drago com duas das pessoas que mais entendem de futebol no país. Pelo lado de gestão e de jornalismo esportivo. De quebra, ainda conheci melhor meus colegas, o quanto cada um deles sabe e a história especial de cada uma dessas pessoas que chegou até ali. E o caminho de nenhum de nós está encerrado, ele apenas começou.


Falamos isso com a mesma serenidade e paixão com que Amir Somoggi e Nando Gross falavam sobre assunto. Bebendo ou jogando sinuca, ou só comendo batatas fritas. A leveza com que falaram de um assunto do qual têm tanto conhecimento me fazem pensar que as maiores certezas não são assim tão sérias. Ou melhor, tão difíceis de compreender.


O futebol é um terreno tão incerto quanto a vida,. Você pode ou não enriquecer com isso. Você pode ou não tirar seu sustento disso. O time que você torce pode ou não ser campeão. O juiz pode ou não errar. Os dirigentes podem ou não fazer cagadas. Os jogadores podem ou não ser mascarados. Pontos corridos pode ou não ser mais legal que mata-mata. Enfim, nos restam mais dúvidas que certezas. Talvez por isso esses caras, que admiro e que ontem estavam conversando comigo e meus colegas num bar, estudem tanto e acompanham diariamente o assunto. Porque nunca teremos certeza nesse terreno incerto, mas as poucas certezas é o que nos diferenciam.


Por isso escrevo sobre essa aula. Da qual tenho muitos números a lhes apresentar. E o farei. Começo rechaçando a tese de que o Grêmio é mais pobre que o Inter. E pensar que esses números foram só o começo da aula de ontem...

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Twittadas da semana

Tenho uma confissão aos leitores: tô viciadinha no twitter. Então, inagurarei um novo quadro aqui, declaradamente copiado de sites da internet (em vários sites é possível conferir twittadas de famosos que marcaram a semana). A partir de hoje, vocês acompanham as twittadas da semana da Anna. Que ocorrerá sempre aos domingos. Excepcionalmente hopje que não é domingo, porque eu tive a ideia num dia que não é domingo. Enfim, posso explicar em 140 caracteres que vocês são espertinhos e entenden né?

Divirtam-se, porque eu faço muito isso no twitter.

Pq as pessoas insistem em enviar emails religiosos??? Acabo de criar uma nova campanha: amigos, amigos, religiões à parte (10/11)

Da série situações que não gostaria de passar: um amigo que você acabou de conhecer é amigo de um ex...justo aquele cuja fossa é recém finda (09/11)

Se o fim de semana foi uma merda, aposte na noite de domingo ;) (09/11)

E pra coroar meu findi #fimdecarreira fui ao 8 1/2 acompanhada de dois casais e vi meu ex-namorado no caixa... (08/11)

Pela segunda noite seguida, no sofá pronta esperando amigos,antigamente me esperavam, enquanto descia correndo passando batom #fimdecarreira (07/11)

Acabei de chegar após feriadão na cidade mais quente do RS.... (02/11)

Domingo, Novembro 01, 2009

Momento místico: O verdadeiro Halloween brasileiro


Crianças fantasiadas de bruxas e personagens de filmes de terror marcaram a última sexta. “Feliz Dia das Bruxas”, me diziam alguns amigos mais atentos. Mas cabe explicar aos leitores o real significado do dia 31 de outubro para esta blogueira e para tantas outras brasileiras e brasileiros pagãos.


Aos praticantes da bruxaria, o dia de 31 de outubro é uma data importante. Mas não necessariamente é o Halloween. Nas práticas atuais da antiga religião, a bruxaria, e hoje comumente chamada de wicca, os pagãos celebram as datas de acordo com convicções e com a natureza. Isso significa que para algumas bruxas brasileiras, hoje é Halloween e para outras não.


Nos Estados Unidos é Halloween, é Dia das Bruxas. Lá, as bruxas se preparam para a chegada do inverno. Aqui estamos dando adeus ao frio. De acordo com a wicca você pode celebrar os grandes ritos, também chamados de sabbats de acordo com o hemisfério. Portanto, aqui no Brasil estamos celebrando o auge da primavera, o Beltane. O festival equivalente ao Dia das Bruxas é o Samhain, ocorrido no dia 30 de abril.


Muitas, talvez a maioria, das bruxas brasileiras estão celebrando o festival de Beltane. “Bel” representa o senhor da vida, da morte e do mundo dos espíritos. "Time" e uma palavra céltica que significa "fogo".


Os povos europeus na era pré-cristã e os celtas, entre outros povos da antiguidade, costumavam fazer uma grande fogueira com tronco de nove árvores consideradas sagradas. As pessoas pulavam essa fogueira e levavam brasas desse fogo para casa.


Beltane é o festival da fertilidade. A terra e os animais estão férteis e todos se preparam para a colheita do próximo ano. Simbolicamente o Deus e a Deusa estão prestes a consumar sua união. O Deus Sol está adulto e a Deusa esbanja sensualidade. “A sua paixão é evidente em toda a vida presente na Terra”, afirma o site pagão Waiken Azos.


O Halloween brasileiro, portanto, caros leitores, é no dia 30 de abril. Uma boa desculpa para que não quer esvaziar seu pote de balas com as crianças da vizinhança.

Sexta-feira, Outubro 09, 2009

Bola aérea, Uma analogia entre o futebol e os relacionamentos: Prata da casa


E o campeonato tá pegando fogo na reta final! Alguns times ainda disputam o título, sempre um desponta como favorito. Tem clube que praticamente já está rebaixado. Tem time que não quer mais nada e só atrapalha os outros. O G-4 é um privilégio de poucos.

O Anna F.C começou a temporada com um objetivo: o título. Nada mais poderia alegrar a torcida. Porque vocês sabem né, torcedor é passional e contrária-lo seria loucura.

Mas a janela de agosto foi dura para a equipe. Passado o terremoto, uma análise mais fria, que só criaturas como nós jornalistas conseguimos fazer nesse terreno incerto e passional da vida... ops do futebol, revela que o mês de agosto salvou o meu time. Não há certezas a nível administrativo e tampouco no futebol do clube. Aliás, o futebol é incerto e dinâmico e acho que isso o torna belo. No fundo nem sempre o melhor vence. E aí entra o efeito positivo da janela de agosto.

A saíde de titulares incontestáveis, a saída de um jogador especial, obrigou o Anna F.C a se abrir para o mercado. Observar os outros clubes, buscar novas promessas e até, porque não apostar nas categorias de base. E foi aí que a vida...ops, de novo, o futebol.. surpreendeu.

Não foi em nenhum campeonatro sub-15, sub-20, não. Mas um jogador começou a se destacar. E é bem verdade que não sabemos bem em que posição ele vai jogar nessa equipe, tampouco se irá se encaixar no esquem do Anna F.C. A ironia é que as atenções da comissão técmica se voltam de uma maneira pra esse jogador que nos fazem pensar que o esquema tático do Anna F.C é que vai se encaixar com o futebol do jogador.

De onde ele veio? Ele estava ali, dentro do clube, esse tempo todo. Desde que o artilheiro, aquele que foi vendido e gerou a ira da torcida, desde antes da chegada do nosso saudoso (volta pro mar, oferenda) artilheiro, o jogador já estava lá. Só agora que a comissão viu.

Eu tenho minhas dúvidas se a aposta vale a pena. Talvez tenha algum lance de um dirigente faturando em cima. Ou talvez seja uma prova do deslumbre dos homens do futebol do clube. Por ora, é tudo muito incerto. Só uma coisa é certa: a equipe ainda quer muito esse título. Há um temor em se apostar tudo nesses novos jogadores, neste em especial, mas a diretoria parece saber o que faz. Afinal, o jogador já estava lá esse tempo todo e só agora seu potencial técnico foi reconhecido.

Desejamos sucesso ao jogador, ao novo técnico e a toda a diretoria do Anna F.C. Há alguns anos o clube está sem dar um título ao seu torcedor. Durante esse tempo todo, o que inclui nosso terrível mês de agosto, a equipe amadureceu e parece estar pronta a alçar voos maiores, até mesmo no cenário internacional. Boa sorte!


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